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1976.7

Sindicato - compacto (1o., e único, disco)

Benito Di Paula 6o. LP

Clara Nunes 10o. LP 

 

Em 30 de junho de 1976,

Sindicato , grupo paulistano com origem teatral, entra nos estúdios da nova gravadora Binn Records para a gravação de um compacto com duas músicas: Bananas e A morte, seu primeiro, e único, disco.

O grupo havia recém estreado, em janeiro de 1976,  com uma peça musical escrita por Antonio Bivar e participação de Rita Lee & Tutti-Frutti.

Entre seus componentes O Sindicato contava com o ator e cantor Ricardo Petraglia (conhecido na época como Dick Petra),  Edú Viola (cantor, compositor, luthier), e  Tadeu Passarelli (guitarrista, trombonista, cravista, violinista, hoje, 2018, morando - e tocando - na Finlândia), ao qual a Musicastória deseja agradecer pelas inestimáveis informações que ajudaram a complementar este post, além de sua enorme simpatia e amabilidade.

O Sindicato contava também com um dos mais talentosos percussionistas da história da música brasileira, o icônico Gigante Brazil (na época, com 23 anos e já longa experiência anterior), além do excepcional baterista e percussionista Edú Rocha.

O autor de Musicastória teve o prazer de conviver com ambos, Gigante e Edú (Eduzão), por um bom tempo, na louca Vila Madalena dos anos 80.  

Infelizmente, ambos deixaram um enorme vácuo na música brasileira, e no coração dos que o conheceram, ao falecerem, Gigante em 2008, com apenas 56 anos, e Edú pouco tempo depois, em 2010, com a mesma idade. Perdas inestimáveis, pois, além de excepcionais artistas, eram pessoas que iluminavam com sua alegria e docilidade a todos com quem conviviam.

A ideia no inicio do Sindicato (em maio de 1975) era que fosse um grupo teatral de rock, utilizando a experiência da maioria de seus componentes, que até então também atuavam em produções teatrais. Porém, por conta das atividades do novo grupo, eles acabariam deixando de lado seus trabalhos nessa área, para dedicarem-se exclusivamente à música.

Rapidamente o som do grupo, um hard-rock psicodélico com toques de humor, passou a lotar os teatros onde se apresentava, o que propiciaria o convite da nova gravadora Binn Records para uma primeira gravação, com as músicas do compacto, abaixo postadas.

Em setembro de 1976 o Sindicato anunciou estar se preparando para a gravação de seu 1o. LP, porém, poucos meses depois, em dezembro, Ricardo Petraglia deixaria o grupo(posteriormente ele teria uma breve passagem como cantor do Joelho de Porco) o que abortaria a nova gravação, embora o grupo ainda prosseguisse apresentando-se ao vivo durante alguns meses de 1977, quando se dissolveria definitivamente.

Conforme informações de Tadeu Passarelli para a Musicastória, O Sindicato deixou muitas gravações inéditas, as quais estão nos arquivos dos Estúdios Scatenna. Torçamos para que um dia sejam liberadas e possam deleitar nossos ouvidos. 

Parte dessas gravações, aliás, constarão do novo trabalho que Edú Viola está produzindo (com apoio de Fabrício Bizu, da PsicoBR) para lançamento em 2018, nos formatos de CD e vinil, através do sistema de crowfunding, financiamento de produção bancado por admiradores que terão seus nomes, com os devidos agradecimentos, nos créditos do trabalho.

Torçamos também para que dê muito certo essa iniciativa de Edú Viola, pois nos presenteará não só com músicas inéditas d'O Sindicato, mas também de seu ótimo trabalho solo, antes e depois do grupo. 

As quatro últimas fotos deste post, abaixo identificadas, são do arquivo pessoal de Julio Calasso, empresário do Sindicato, publicadas por ele no Facebook. A Musicastória tentou contato com Julio pedindo autorização para a publicação das mesmas neste post, mas, ainda não obteve resposta. 

Se, posteriormente, Julio assim preferir, logicamente, as excluiremos, apesar da importância das mesmas para melhor ilustrar este post, divulgando ainda mais a história do Sindicato, para quem os conheceu na época, ou está conhecendo aqui, agora.

                                                                  
                                                                   
                                                                 
                                      
                          
                                         
                                  
                                          
                                                       
                                                            
                                                                      Ouça no link ao lado: Bananas     
                              
                                                                        Ouça no link ao lado: A Morte

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Em 30 de Junho de 1976, 

Benito Di Paula entra nos Estúdios Reunidos (nas instalações da Faculdade Casper Líbero, sede da TV Gazeta, na Avenida Paulista) para a gravação de seu 6o. LP, homônimo. 

No auge de sua carreira, Benito faz um disco em que quase todas as músicas tornaram-se clássicos, ícones seus e  da música brasileira nos anos 70, como Maria Baiana Maria, Tudo está no seu lugar, Do jeito que a vida quer, Meu Brasil meu doce amado, Vou pro mar e Homem da montanha.

                                                                 
                                                                
                                                                 
                                                                   Ouça o LP completo no link ao lado: Benito Di Paula 1976

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Em 18 de Julho de 1976,

Clara Nunes entra nos estúdios da EMI-Odeon carioca e inicia as gravações de seu 10o. LP,  Canto das Três Raças,  disco que a consagragaria definitivamente perante o público de todo o Brasil. 

                                                                

Ao ser lançado, em 20/08/1976. o álbum alcançaria uma vendagem excepcional de mais de um milhão e duzentos e oitenta mil cópias, superando até mesmo o disco anual de Roberto Carlos, que sairia no final do ano; feito alcançado por pouquíssimos desde a metade da década de 60.

                                                              
                                                                

 

O álbum trás alguns dos maiores clássicos, dela e da história da música brasileira, como a faixa título, Lama e  Fuzuê

                                                              
                                                              
                      Ouça todas as músicas clicando nos links ao lado:  Lado A) 1) Canto das três raças / 2) Lama / 3) Alvoroço no sertão / 4) Tenha paciência / 5) Ai quem me dera / Lado B - 1) Risos e lágrimas / 2) Basta um dia / 3) Fuzuê /        4) Meu sofrer / 5) Retrato falado    

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