125

1976.4

Tarancón 1o. LP - Gracias a la vida

Novela O Casarão LPs Trilhas Sonoras Nacional e Internacional

Novos Baianos 6o. LP - Caia na estrada e perigas ver

Sindicato - compacto (1o., e único, disco)

 

Em 05  de Junho de 1976,

Tarancón é um grupo paulista que iniciou carreira em  1972, com proposta de mesclar a música brasileira com a latino-americana, dos Andes ao Caribe, e ainda com influências africanas; inventando assim sua sonoridade e fazendo seu próprio caminho.

Tendo já em 1976 um grande público, em maio desse ano o grupo começou a vender fitas cassete gravadas com um de seus shows, realizado na PUC do Rio de Janeiro, que trás uma boa amostra de seu repertório diferenciado.

Já no dia 05 de junho de 76, o grupo finalmente entra nos estúdios da gravadora Copacabana para gravar, com produção independente, seu 1o. LPGracias a la vida, que trás grandes clássicos (como a própria faixa-título) da música latino-americana.

O selo Crazy, pequena gravadora de Diadema (SP), lançou o LP no início de agosto de 1976.

O Tarancón, com algumas mudanças em sua formação, segue em plena atividade em 2017, com shows por todo o país e América Latina.

                                                                 
                                                                 
                                                                         Tarancón 2017

                                        Ouça o LP completo no link ao lado: Gracias a la vida

____________________________________________________________________

Em 07 de Junho de 1976, 

O Casarão, novela da Rede Globo de Televisão, estreia às 20 horas trazendo em suas trilhas sonoras, nacional e internacional, alguns dos maiores clássicos da música dos anos 70.

A trilha nacional, por exemplo, trazia Elis Regina (Fascinação), João Bosco (Latin Lover), Ruy Maurity (Menina do mato), Chico Buarque (Carolina), Hermes Aquino (Nuvem passageira) e Rita Lee (Coisas da vida).

Já a trilha internacional, trazia Carpenters (I need to be in love), Andrea True Connection (Call me), Maggie McNeall (When you're gone), Abba (Honey, honey) e Keith Carradine (I'm easy).

Como já se tornara comum em discos de novelas, a trilha também trazia artistas  Hits Brasil, como Steve Maclean - Helio Eduardo da Costa Manso, paulistano que iniciou sua carreira com a banda Sunday, já cantando em inglês, tornando-se depois compositor de sucessos breganejos, além de produtor de grandes gravadoras (Forever alone), Julian - outro pseudônimo de Steve Maclean - (Angel) e Michael Sullivan (My life).

A novela, com 178 capítulos, se encerraria em 11 de dezembro de 1976.

                                                                     
                                                                  
                                                                                      Ouça o LP completo no link ao lado: O Casarão nacional
                                                                  
                                                                Ouça o LP completo no link ao lado: O Casarão internacional

____________________________________________________________________

Em 14 de Junho de 1976, 

Os Novos Baianos , em São Paulo, onde recentemente haviam alugado uma enorme casa para morarem, entram nos Estúdios Eldorado e iniciam as gravações de Caia na estrada e perigas ver, seu 6o. LP, o 2o. após a saída de Moraes Moreira do grupo.

O disco, mais voltado para o rock, apesar de trazer grandes clássicos do grupo, como Brasileirinho (de Waldir Azevedo), provavelmente por conta da fraca divulgação da pequena Tapecar, gravadora que recém os contratara, falhou nas vendas, que foram bem menores que os discos anteriores quando lançado no final de outubro de 1976.

                                                                
                                                                   
                                                                 
                                                                    
                                                                 
                                                                  
                                             Ouça o LP completo no link ao lado: Caia na estrada e perigas ver

____________________________________________________________________

Em 30 de junho de 1976,

Sindicato , grupo paulistano com origem teatral, entra nos estúdios da nova gravadora Binn Records para a gravação de um compacto com duas músicas: Bananas e A morte, seu primeiro, e único, disco.

O grupo havia recém estreado, em janeiro de 1976,  com uma peça musical escrita por Antonio Bivar e participação de Rita Lee & Tutti-Frutti.

Entre seus componentes O Sindicato contava com o ator e cantor Ricardo Petraglia (conhecido na época como Dick Petra),  Edú Viola (cantor, compositor, luthier), e  Tadeu Passarelli (guitarrista, trombonista, cravista, violinista, hoje, 2018, morando - e tocando - na Finlândia), ao qual a Musicastória deseja agradecer pelas inestimáveis informações que ajudaram a complementar este post, além de sua enorme simpatia e amabilidade.

O Sindicato contava também com um dos mais talentosos percussionistas da história da música brasileira, o icônico Gigante Brazil (na época, com 23 anos e já longa experiência anterior), além do excepcional baterista e percussionista Edú Rocha.

O autor de Musicastória teve o prazer de conviver com ambos, Gigante e Edú (Eduzão), por um bom tempo, na louca Vila Madalena dos anos 80.  

Infelizmente, ambos deixaram um enorme vácuo na música brasileira, e no coração dos que o conheceram, ao falecerem, Gigante em 2008, com apenas 56 anos, e Edú pouco tempo depois, em 2010, com a mesma idade. Perdas inestimáveis, pois, além de excepcionais artistas, eram pessoas que iluminavam com sua alegria e docilidade a todos com quem conviviam.

A ideia no inicio do Sindicato (em maio de 1975) era que fosse um grupo teatral de rock, utilizando a experiência da maioria de seus componentes, que até então também atuavam em produções teatrais. Porém, por conta das atividades do novo grupo, eles acabariam deixando de lado seus trabalhos nessa área, para dedicarem-se exclusivamente à música.

Rapidamente o som do grupo, um hard-rock psicodélico com toques de humor, passou a lotar os teatros onde se apresentava, o que propiciaria o convite da nova gravadora Binn Records para uma primeira gravação, com as músicas do compacto, abaixo postadas.

Em setembro de 1976 o Sindicato anunciou estar se preparando para a gravação de seu 1o. LP, porém, poucos meses depois, em dezembro, Ricardo Petraglia deixaria o grupo(posteriormente ele teria uma breve passagem como cantor do Joelho de Porco) o que abortaria a nova gravação, embora o grupo ainda prosseguisse apresentando-se ao vivo durante alguns meses de 1977, quando se dissolveria definitivamente.

Conforme informações de Tadeu Passarelli para a Musicastória, O Sindicato deixou muitas gravações inéditas, as quais estão nos arquivos dos Estúdios Scatenna. Torçamos para que um dia sejam liberadas e possam deleitar nossos ouvidos. 

Parte dessas gravações, aliás, constarão do novo trabalho que Edú Viola está produzindo (com apoio de Fabrício Bizu, da PsicoBR) para lançamento em 2018, nos formatos de CD e vinil, através do sistema de crowfunding, financiamento de produção bancado por admiradores que terão seus nomes, com os devidos agradecimentos, nos créditos do trabalho.

Torçamos também para que dê muito certo essa iniciativa de Edú Viola, pois nos presenteará não só com músicas inéditas d'O Sindicato, mas também de seu ótimo trabalho solo, antes e depois do grupo. 

As quatro últimas fotos deste post, abaixo identificadas, são do arquivo pessoal de Julio Calasso, empresário do Sindicato, publicadas por ele no Facebook. A Musicastória tentou contato com Julio pedindo autorização para a publicação das mesmas neste post, mas, ainda não obteve resposta. 

Se, posteriormente, Julio assim preferir, logicamente, as excluiremos, apesar da importância das mesmas para melhor ilustrar este post, divulgando ainda mais a história do Sindicato, para quem os conheceu na época, ou está conhecendo aqui, agora.

                                                                  
                                                                   
                                                                 
                                      
                          
                                         
                                  
                                          
                                                       
                                                            
                                                                      Ouça no link ao lado: Bananas     
                              
                                                                        Ouça no link ao lado: A Morte

125