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1974.8

Fagner 2o. LP - Ave Noturna

Apokalypsis 1as. gravações

Sá e Guarabyra 2o. LP - Cadernos de Viagem

 Ney Matogrosso - 1o. compacto e 1o. LP

Milton Nascimento 8o. LP - Minas

Benito Di Paula 4o. LP - Gravado Ao Vivo (Charlie Brown)

 

Em 18 de Novembro de 1974, 

Fagner inicia nos Estúdios Hawaí, no Rio de Janeiro, as gravações de Ave Noturna, seu 2o. LP.

O disco, lançado pela gravadora Continental apenas em julho de 1975, trás regravações e co-autorias com Belchior, Fausto Nilo, Capinan, entre outros, e conta com a participação do grupo Vímana (Lulu Santos, Lobão, Ritchie, Luis Paulo Simas e Fernando Gama), uma das lendas do rock progressivo brasileiro nos anos 70.

Embora ainda não fosse o disco que lançaria Fagner para o sucesso nacional, pelo menos já tem uma música bem executada nas rádios, Beco dos Baleiros, depois de sua introdução na trilha sonora da novela Ovelha Negra, da Rede Tupi de Televisão.

 


                                             Ouça o LP completo no link ao lado:  Ave noturna

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Em 18 de Novembro de 1974, 

Apokal yp sis, banda do músico paulistano Zé B rasil (José Luiz Alves Barreto), estreia em um show no TUCA (Teatro da Universidade Católica). Nessa estreia o grupo era formado por  Zé Brasil (composição, direção musical, voz e bateria), José Carlos Prandini (guitarra, sax e flauta), Tuca Camargo (piano) e Eduardo Ladessa Parada (in memoriam, baixo).

                                                       Folder de divulgação da estreia do Apokalypsis - TUCA - 18/11/1974

A saga de Zé Brasil  é a de um autêntico e incansável desbravador do rock brasilis.

                                                                          Zé Brasil 1973
                                                                         Zé Brasil 2017

Nascido em 1950, paulistano de família de classe média, quatro irmãos homens, viveu a infância e adolescência no bairro de Cerqueira Cezar (Rua Padre João Manoel) em São Paulo, capital. Cursou o primário e o ginásio em colégio de freiras americanas. É arquiteto formado em 1972 pelo Mackenzie, descendente de músicos e políticos: avôs mineiro e paulista, bisavó bugre casada com português.

Em 1968, ao entrar na faculdade de arquitetura, conhece e torna-se amigo dos tropicalistas Caetano Veloso, Gilberto Gil e Wally Salomão, e passa a frequentar seu apartamento na avenida São Luíz, no centro de São Paulo.

Porém, sua carreira musical começa mesmo em 1972 com o grupo Tigres da Noite, com quem cantava e tocava bateria, principalmente em peças teatrais, mas já participando de programas de TV, como os de Hebe Camargo e o Clube dos Artistas, com Airton e Lolita Rodrigues, na extinta TV Tupi.

No início de 1973Arnaldo Baptista saíra há poucos meses d'Os Mutantes e faz sua estreia na carreira solo no Festival da Saúde Perfeita, de São Lourenço (MG). É lá, nesse dia, que Zé Brasil o conhece, faz amizade e toca com ele, iniciando uma frutífera parceria

A foto abaixo é do 2o. show que fizeram juntos, agora acompanhados por Marcelo Aranha, na edição do ano seguinte (julho de 1974) do mesmo Festival da Saúde Perfeita.  

Assista AQUI ao vídeo desse 2o. show (julho de 1974) .

                                                                   

Logo após esse show Zé Brasil parte para uma viagem aos Estados Unidos, cruzando o país de ponta a ponta, tocando em bares,  ruas e até em boléias de caminhões, como Bob Dylan fizera no início da carreira. 

Na volta, em novembro de 1973, retomando a parceria com Arnaldo Baptista, monta com ele o grupo Space Patrol, semente do que, a partir de setembro de 1977, se tornaria o Patrulha do Espaço.

A primeira apresentação oficial do Space Patrol foi no Parque do Ibirapuera, em 22 de dezembro de 1973, show no qual tocaram também Mutantes, Rita Lee, Grupo Raízes e o Pêndulo Mágico.  Foi a primeira e única vez que Arnaldo, Rita e Sergio se apresentaram com seus respectivos grupos no mesmo evento

A segunda apresentação do grupo foi em 25 de janeiro de 1974, também no Parque do Ibirapuera, no show em comemoração ao aniversário de 420 anos da cidade de São Paulo. Segundo Zé Brasil foi a melhor performance do grupo pois, além de começar como power trio, tocando as músicas dele; pela primeira vez  apresentaram o repertório do disco Loki? (que seria gravado em 1974 por Arnaldo Baptista), com Arnaldo revezando-se nos teclados e no baixo, Marcelo Aranha na guitarra e Zé na bateria. 

                                                                  

Ensaiávam as músicas do Loki? praticamente todos os dia na serra da Cantareira, na Mutantolândia. O ambiente era muito louco e o Apokalypsis surgiu nessa época na vida de Zé Brasil, que faria o primeiro show com o novo grupo em novembro de 1974

                                                                       

O desejo de montar seu próprio grupo foi uma das principais razões pelas quais Zé não participaria das gravações de Lóki?, a obra prima de Arnaldo e um dos melhores discos do Rock Brasileiro. 

Zé Brasil crê que o disco seja o auge da carreira de Arnado Baptista, assim  como as gravações presentes no CD 1974 Apokalypsis (que seriam lançadas em disco apenas em 2009), é o dele. 

Depois da estreia no TUCA, em 18/11/1974, no dia 16 de dezembro de 1974, durante uma mini temporada que o Apokalypsis fazia no Teatro Aquarius, o show seria gravado por Peninha Schimidt, um dos mais renomados e respeitados engenheiros de som do Brasil. O equipamento, verdadeiro creme de la creme da época, era composto por um gravador de rolo Akai 4000 D, com mesa Peavey da Transassom, potências Phase-Linear, caixas e cornetas Altec e JBL, amplificadores Marshall no palco e captadores Barcus-Berry no piano.

Entre 17 e 19 de janeiro de 1975 o grupo faria um dos shows mais importantes de sua carreira, no Festival de Águas Claras, considerado o Woodstock brasileiro, realizado em Iacanga, cidade próxima a Bauru, no interior de São Paulo. 

Assista AQUI a um vídeo com cenas do festival, com fundo musical da música Foi em 66, do Apokalypsis.

                                                                   
                                                                   
                                                                  
                                                                    
                                                                     
                                                                   

Tenda do Calvário, (no salão ao lado da Igreja do Calvário, no cruzamento das Rua Cardeal Arcoverde e Henrique Schaumann, em Pinheiros, S.Paulo), Festival Banana Progressiva, realizado no Opus 2004,    Rock da Garoa (no Teatro Bandeirantes), além de participar do programa Kaleidoscópio na Rádio América com Jaques Gersgorin, e do programa Hallellujah na TV Tupi, comandado por Fábio Júnior e Silvio Brito, além de apresentações na TV Cultura. Estes são alguns dos acontecimentos emblemáticos vividos pelo grupo, até seu término (em Londres), em 1979.

A banda teve também várias matérias na Revista Pop (editora Abril) e diversas outras midias importantes.

                                                                   
                                                                 
                                                                   
                                                                   

Apesar de todo o sucesso, no final de 1975 o grupo se dissolveria pela primeira vez, justamente durante as gravações de seu primeiro disco.

Nessa época (em 17/11/1975, nos bastidores do show Refazenda, de Gilberto Gil) Zé tinha acabado de conhecer Silvia Helena, que se tornaria sua eterna companheira, nos palcos e fora deles, e foi com ela que ele acabaria fazendo seu único disco realmente lançado nos anos 70 (em setembro de 1976), um compacto simples com o trabalho que realizavam na época, como dupla, com o nome de  Maytrea e Silvelena, trazendo as músicas Amar e Novo Éden. O disco, gravado no Estúdio Sonima (São Paulo), foi lançado pela pela gravadora Atmosfera, de Malcolm Forest, e distribuído pela CBS. Acompanhando Zé Brasil e Silvia Helena estavam Paulo Machado nos arranjos e teclados, Gerson Frutuoso no baixo e Egídio Conde na guitarra. O lançamento foi no show "Metamúsica" , no Teatro Anchieta. com a participação de Chico Bezerra e Edú Viola.

                                                            
                                                             
                                                             
                                                             
                                                               
                                                                   Ouça no link ao lado:  Amar
                                                                     Ouça no link ao lado: Novo Eden
                                                                                             Zé Brasil e Silvia Helena em 2017

Em 1976 Arnaldo Baptista voltou dos Estados Unidos com uma bateria Ludwig de dois bumbos incrível, e convidou Zé  Brasil para novamente tocarem juntos.

Eles sempre foram bons amigos e seguiam fazendo um som juntos, às vezes com John Flavin (que viria a ser da Patrulha do Espaço), na casa de Arnaldo.

Mas, devido ao trabalho que na época fazia em dupla com Silvia Helena, Zé achou melhor não aceitar o convite de Arnaldo Baptista para retomarem a parceria, preferindo recomendar seu vizinho, Rolando Castello Júnior, para tocar com ele.  

Então, Arnaldo (nos teclados), junto com Júnior na bateria), John Flavin na guitarra) e Cokinho (Oswando Genari) no baixo, fundou o grupo Arnaldo e a Patrulha do Espaço, que teria sua estreia em 17 de setembro de 1977, no 1o. Concerto Latino Americano de Rock, no Ginásio do Ibriapuera, já tendo Eduardo (Dudu) Chermont substituindo John Flavin  na guitarra. 

                                                                      
                                                               

O grupo abrasileirou o nome da Space Patrol,  e que tinha sido usado pelo Arnaldo como sub título da música Honky Tonky, uma brilhante execução de piano solo dele no Loki?, de 1974 e que, de certa forma, traduz bem o espírito da Space Patrol.

Após o intervalo em que atuaram como a dupla Maytrea e Silvelena, em 1977 Zé Brasil e Silvia retomaram as atividades do Apokalypsis com outra formação, (agora com William 'Billy' Forghieri nos teclados, Osmar Murad no baixo e o guitarrista Índio, depois substituído por Roberto Fernandes). Ainda nesse ano gravaram no Estúdio Eldorado a música Forró Danado, que entraria no LP Billy Bond Y Los Jets, lançado na argentina. (Billy Bond seria no ano seguinte, 1978, vocalista do Joelho de Porco).

Após algumas apresentações da nova formação em teatros paulistamos, Zé Brasil e Silvia partiriam para a Inglaterra, onde o Apokalypsis faria sua derradeira apresentação em fevereiro de 1979, no Tramshed Theatre, em Woolwich, arredores de Londres, contando com a participação de dois músicos ingleses, o guitarrista David Bradnum e o baixista Paul Hirch. 

Após o término do grupo, o casal Zé Brasil e Silvia Helena prosseguiria sua carreira na Inglaterra gravando, em 1980, um compacto duplo com o nome de José e Silvia, disco que, além da Inglaterra, foi lançado também na França e na Espanha, entre os anos de 1980 e 1981.

Em fevereiro de 1981 retornam ao Brasil para lançar o disco inglês, numa série de apresentações em shows, rádios e TVs, tendo como banda de apoio o trio Delinquentes de Saturno, que contava com Edgar Scandurra (que depois formaria o Ira), Maurício Rodrigues (depois no Ultraje a Rigor) e Victor Leite (depois no Muzak).

Em 1983 formam o grupo UHF, que duraria até 1989, quando gravaram o único disco do grupo.

O Apokalypsis reaparece no século XXI, em 2005, com gravações ao vivo realizadas nos anos 70 que, por conta das enormes dificuldades enfrentadas nos anos 70 para grupos de rock conseguirem gravar, não saíram em disco na época:

- Em dezembro de 2005, é lançado o CD Apokalypsis 1975com gravações realizadas por Peninha Schimidt em 11 de outubro de 1975, durante a série de concertos chamada Rock da Garoa, no Teatro Bandeirantes. As músicas do CD são Liberdade, Amanhã, Andrômeda, Estrada, OVNI e Vamos Salvar a Terra

                                                               
                                                                          Ouça as músicas no link ao lado: Apokalypsis 1975

- Em 2006 o Apokalypsis volta a se apresentar ao vivo, liderando o Movimento 70 de Novo, novo projeto de Zé Brasil, com novas formações e novo repertório que inclui o rock’n’roll Cabelos Dourados, composto em 2005 por Zé Brasil, com letra de Arnaldo Baptista escrita em 1974.

-  Em 2007 o Apokalypsis lança o CD 70 de Novo, pela Natural Records, gravadora criada por Zé Brasil em Londres em 1980. O disco traz quatro músicas inéditas de Zé BRasil (70 de Novo, Arca de Noé Cósmica, Afrodite e In Neverland), com letras de Nico Queiroz interpretadas por Zé BRasil & Silvia Helena e participações especiais dos guitarristas Norba Zamboni e Roberto Gava e do baixista Osmar Murad.

                                                                 

- As primeiras gravações do Apokalypsis, feitas em 16 de dezembro de 1974, no Teatro Aquarius, também por Peninha Schimidt,  ficariam engavetadas até o final de 2009, quando foram lançadas em um CD com o nome de Apokalypsis 1974, contendo também 7 músicas, quase as mesmas do disco anterior:  Liberdade, Homo Sapiens, Amanhã, Voz dos tambores, Foi em 66, OVNI e Vamos salvar a Terra.

                                                                         Ouça as músicas no link ao lado: Apokalypsis 1974

Indagado sobre possíveis outras gravações do Apokalypsis, Zé Brasil confirma que existem e que estuda lançá-las. São de material de estúdio gravado em São Paulo e Londres e, pelo menos, mais duas gravações ao vivo, anteriores ao Rock da Garoa, no qual foram gravadas as músicas que compoem o CD 1975.

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Em 19 de Novembro de 1974, 

Sá e Guarabyra, acompanhados pela cantora Marisa Fossa, entram nos Estúdios Vice Versa, de São Paulo (no qual dividem a sociedade com o maestro tropicalista Rogério Duprat), para a gravação de seu 2o. LPCadernos de Viagem.

A cantora Marisa Fossa antes cantava com o grupo paulista O Bando, que iniciara em 1965, e teve, entre outros músicos, Diógenes Burani (que em 1974 formaria o grupo Moto Perpétuo, com Guilherme Arantes) e Paul de Castro, lendário guitarrista que passaria pelo carioca Veludo e pelos Mutantes pós-Rita Lee e Arnaldo Baptista.

A ideia da incorporação de Marisa Fossa era voltar a ser um trio de vozes, como o que Sá e Guarabyra formavam com Zé Rodrix até dois anos antes, formato de que sentiam falta.

Marisa Fossa, no entanto, participaria apenas desse disco da dupla, seguindo depois uma carreira de altos e baixos (cantaria depois, entre outros, com Erasmo Carlos, Elis Regina, Maria Bethania e Moraes Moreira), infelizmente (pois era uma grande artista) nunca alcançando o sucesso e o reconhecimento do público, tanto que a Musicastória, por mais que procurasse, não encontrou na internet nem uma única referência a ela, a não ser suas participações nos discos desses artistas e a nótícia de sua morte registrada no link abaixo.

Marisa Fossa viria a morrer muito jovem, em 04 de dezembro de 2010, atropelada em Maricá-RJ,  por um motorista bêbado.

O disco contaria também com as participações do trio Robertinho Silva (bateria), Luiz Alves (baixo) e Tenório Jr. (teclados), juntando a esse trio, basicamente jazz-bossanovístico, um guitarrista de rock (Sergio Hinds, de O Terço) e um jovem e talentoso saxofonista com a cabeça ligada no fusion, Ricardo Mattos. 

O resultado poderia ser chamado de jazz rural… O disco, lançado no final de fevereiro de 1975,  vendeu abaixo da média da dupla, mas foi um sucesso de crítica. 

Suas músicas – embaladas pela inusitada combinação de formações musicais tão diversas – contavam a história de uma viagem pelo sertão do São Francisco.

                         Ouça o LP completo no link ao lado: Cadernos de Viagem                     

____________________________________________________________________Em 22 de novembro de 1974, 

Ney Matogrossoque apenas 3 meses antes (em agosto) saíra do Secos & Molhados, logo após o lançamento do 2o. álbum do grupo, entra nos estúdios Mondial Sound, na Itália,  para, a convite do maestro argentino Astor Piazzola, gravar (em apenas dois dias) um compacto com duas músicas produzidas, arranjadas e com participação do  músico argentino: As Ilhas (de Geraldo Carneiro) e 1964-II (do escritor argentino Jorge Luís Borges). 

O disco, que trás as primeiras gravações de Ney após sua saída do Secos & Molhados, seria lançado inicialmente na Itália e, em março de 1975 no Brasil, além de suas músicas virem a fazer parte do 1o. LP solo de Ney, que seria lançado em maio de 1975.

           Ouça as músicas nos links ao lado:  As Ilhas   /   1964-II

Em 27 de Dezembro de 1974,

Logo após seu retorno da Itália, Ney inicia as gravações de se1o. LP soloÁgua do Céu-Pássaro

As gravações, que iniciaram-se no Rio de Janeiro, por exigência de Ney prosseguiriam e completariam-se nos Estúdios Vice-Versa, de São Paulo.

Produzido pelo argentino Billy Bond (futuro vocalista do Joelho de Porco) e lançado pela gravadora Continental em 26-05-1975, o disco trás as participações luxuosas de Márcio Montarroyos, no trompete, e do argentino Astor Piazzolla, nos arranjos e bandoneón.

Aclamado pela crítica, o LP trás o 1o. sucesso da carreira solo de Ney, América do sul, que teria um videoclip lançado no programa Fantástico, da Rede Globo. Além deste hit (de Paulo Machado), o álbum reuniria músicas de Sá & Guarabyra, João Bosco & Aldir Blanc e Luhli & Lucina.

O álbum,  trás composições de nomes de peso como Milton Nascimento e João Bosco (por pouco Caetano não assina a produção), e também canções escritas durante reuniões em casa de amigos. Paulinho Mendonça, Luli, Jorge Omar e Paulo Cesar.

 
 
 
 
           Ouça as músicas nos links ao lado:  As Ilhas   /   1964-II
                               
     Ouça o LP completo no link abaixo                            Água do céu-Pássaro

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Em 17 de Dezembro de 1974, 

Milton Nascimento inicia as gravações de seu 8º.LP, Minas, disco que o consagraria mundialmente após seu lançamento no início de 1975.

O álbum trás vários de seus maiores sucessos, como Fé Cega, Faca Amolada, Saudade dos Aviões da Panair, Ponta de Areia e Paula e Bebeto, clássicos da MPB em todas as épocas, sendo por isso considerado como um dos discos fundamentais na história da MPB.

                                             
                    Ouça o LP completo no link abaixo                                                   Minas

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Em 18 de Dezembro de 1974, 

Benito Di Paula inicia as gravações de seu 4o. LPGravado ao VivoApesar do nome, o disco na verdade foi gravado nos Estúdios Reunidos,  localizados no 8o. andar da TV Gazeta na avenida Paulista, em São Paulo, tendo um grupo de pessoas para aplaudir, reproduzindo o clima de uma gravação ao vivo.

O disco trás o maior clássico de sua carreiraCharlie Brown, uma das músicas mais executadas nas rádios brasileiras (10o. lugar nas paradas do ano seguinte, 1975), e até no exterior em países como Canadá e França, durante toda a década de 70.

O disco trás também outros grandes sucessos, como Além de tudoBeleza que é você, mulher e Na casa de sinhá.

                                              
             Ouça o LP completo no link abaixo
                      
Gravado ao vivo

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