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1973.9

Paulinho da Viola - LP Nervos de aço 

Silvio Brito - Tá todo mundo louco

Hits Brasil Morris Albert - Feelings

Adoniran Barbosa - 1o. LP solo

Luiz Ayrão - Porta Aberta

 

Em 30 de Agosto de 1973, 

Paulinho da Viola (Paulo César Batista de Faria), inicia as gravações de seu 12º. LP, que trás alguns de seus maiores sucessos, como Não leve a mal e Nervos de aço, (o título do LP), clássicos da MBP em todos os tempos, a ponto da edição brasileira da revista Rolling Stone indicá-lo como o número 55 entre Os 100 Discos Brasileiros Mais Importantes de Todos Os Tempos.

                                   
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 Nervos de aço

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Em 02 de Setembro de 1973, 

Silvio Brito, cantor e compositor mineiro (Três Pontas), que até esse ano fazia parte do grupo Apaches, com o qual, sem nenhum sucesso, chegara a gravar dois discos (em 1969 e 1973), entra nesse dia nos estúdios da gravadora Chantecler e grava um compacto com Tá todo mundo louco.

A música seria muito criticada pela semelhança com o estilo de Raul Seixas (o próprio Silvio reconhece esta intenção na letra, e posteriormente, Raul mencionaria isso em Eu também vou reclamar, na qual faz referência a Silvio e um outro sucesso dele, de 1976 - Pare o mundo que eu quero descer).

O compacto, por razões comerciais da gravadora, seria lançado apenas em novembro de 1974, com aparições nos programas Silvio Santos (na época, na Rede Globo), Flávio Cavalcante (TV Tupi) e Helio Ribeiro (Radio Bandeirantes).

Apesar de todas as críticas tornaria-se um dos discos mais vendidos (mais de 500 mil cópias) e tocados em todas as rádios e TVs do Brasil, um ícone da 1ª. metade da década de 70, sendo ainda hoje muito executado em programas flashbacks.

                                 
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Tá todo mundo louco        

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Em 01 de Novembro de 1973, 

Morris Albert (Maurício Alberto Kaisermann), músico paulista, cantor, compositor e produtor, é um dos mais importantes integrantes do gênero Hits Brasil, segmento em que a partir de 1971, muitos cantores e grupos brasileiros passariam a gravar em inglês, com pseudônimos, a pedido de suas gravadoras, para lançamento principalmente nas trilhas sonoras das novelas. 

Na época as músicas internacionais faziam muito mais sucesso que as brasileiras nas rádios e Tvs do país, e as gravadoras tinham dificuldades em comprá-las.

fantasia em torno desses artistas era tão bem montada que, para evitar que fossem reconhecidos (até porque quase nenhum deles falava inglês),   muitos de seus discos vinham com fotos falsas ou desfocadas, (veja exemplo aqui), e eles pouco faziam shows ou se apresentavam em televisão

Nesse dia, Morris entra no Estúdio Reunidos, de São Paulo, para gravar seu 1o. LP solo, do qual seria posteriormente extraído um compacto com o maior sucesso de sua carreira,  Feelings

O compacto acabaria sendo lançado em junho de 1974 pela gravadora paulista Beverly, porém com o selo da Charger Records, do próprio Morris.

Composta no início de 1973, a música é uma homenagem a um grande amor, uma socialite carioca que contava então com 30 anos, segundo Morris conhecidíssima, mas da qual ele nunca revelaria o nome.

Incluída a partir de julho na trilha sonora internacional da novela Corrida do Ouro, da Rede Globo, e lançada no final do ano nos Estados Unidos pela RCA Victor, a música tornar-se-ia um fenômeno mundial, alcançando o 2o. lugar das paradas da revista Billboard americana, a mais importante publicação musical dos Estados Unidos. No Brasil alcançaria o 1o. lugar nas paradas das rádios e TVs de todo o país durante o ano de 1975.

Feelings teve mais de 160 milhões de cópias vendidas e mais de 300 regravações por astros do porte de Elvis Presley (ouça aqui), Frank Sinatra (ouça aqui), Ella Fitzgerald (ouça aqui)Nina Simone (ouça aqui), Shirley Bassey (ouça aqui), Julio Iglesias em dueto com Barbra Streisand (ouça aqui)  e a Orquestra de Ray Conniff (ouça aqui), entre muitos outros.

Em 2004 até Caetano Veloso faria sua versão (ouça aqui). Tudo isso faz de Feelings, juntamente com Garota de Ipanemauma das músicas brasileiras (apesar de composta em inglês) mais conhecidas e regravadas em todo o mundo, perdendo neste quesito, provavelmente, apenas para Yesterday, dos Beatles, que tem mais de 6 mil regravações conhecidas no mundo todo.

A música chegaria a estar, ao mesmo tempo, em 1º. lugar nas paradas de mais de 50 países, façanha que nem sequer os Beatles chegaram a alcançar.

Porém, todo esse sucesso seria obscurecido em 22/12/1988 por uma sentença da Corte de Justiça americana que, atendendo a um pedido do compositor francês Loulou Gaste, condenaria Morris Albert por plágio da canção Pour toi, composta pelo francês em setembro de 1956 e gravada na época (ouça aqui) pelo cantor turco Dario Moreno para a trilha sonora do filme Le Feu aux Poudres; havendo logo depois uma regravação (ouça aqui) pela cantora francesa Line Renaud.

Por conta da condenação Morris Albert desembolsou na época 3 milhões de dólares como indenização e a partir daí teve que dividir todos os royalties da canção com Loulou e, após a morte deste em 1995, com seus herdeiros.

Hoje ele vive no Canadá, onde tem um estúdio de gravação e atua como produtor musical.

                                 
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Feelings
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Pour toi

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Em 29 de Novembro de 1973,

Adoniran Barbosacompositor paulista (de Valinhos), que começara sua carreira ainda nos anos 30, depois de gravar vários compactos, mas tornar-se célebre pelas gravações de suas músicas pelos Demônios da Garoa, inicia nesse dia as gravações de seu 1o. LP, homônimo.

O disco trás suas próprias versões para clássicos seus gravados anteriormente pelos Demônios da Garoa, como Trem das onze, Iracema, As mariposa, Já fui uma brasa (composta em 1966, no auge da Jovem Guarda. onde faz uma crítica ao abandono do público, que na ocasião em massa aderira às música de Roberto, Erasmo & Cia.), além de Saudosa Maloca e sua "continuação", Abrigo de vagabundos.

                                     
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Adoniran Barbosa

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Em 30 de Novembro de 1973,

Luiz Ayrão, cantor e compositor carioca, alcança seu 1o. grande sucesso com a gravação nesse dia de um compacto que contém Porta aberta, música composta por ele em homenagem à Portela, escola de samba de seu coração.

O disco venderia quase um milhão de cópias, alcançando o 68o. lugar nas paradas de sucesso das rádios em todo o Brasil e tornando-se um dos maiores ícones do samba da década de 70.

            
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Porta aberta

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