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1976

Elis Regina 14o. LP - Falso Brilhante

Bixo da Seda 1o. LP - Estação Elétrica

Fábio Júnior 1o. LP em português

 

Em 05 e 06 de Janeiro de 1976, 

Elis Regina inicia (e termina), nos estúdios cariocas da Phillips (Phonogram), as gravações de seu 14o. LP, Falso Brilhante, um dos maiores ícones da história música brasileira dos anos 70 e de todos os tempos.

Sua importância é tal que a edição brasileira da revista Rolling Stone o indicaria como o 36o. Disco Brasileiro Mais Importante de Todos Os Tempos.

O disco é baseado no espetáculo musical de mesmo nome (ouça AQUI a íntegra do show), que Elis estreara em dezembro de 1975 e que ficaria em cartaz por 14 meses, até fevereiro de 1977, com cerca de 300 apresentações absolutamente lotadas, com mais de 100 mil espectadores e com filas de espera de até 14 horas para compra dos ingressos.

Apesar de diversas críticas feitas à Elis na época do lançamento, em 24 de fevereiro de 1976, (considerada fria nas gravações), o repertório do disco, embora não traga todas as músicas do espetáculo é composto por clássicos do porte de Como nossos pais e Velha roupa colorida (de Belchior), Fascinação (clássico mundial escrito em 1905 pelos franceses Dante "Fermo" Marchetti e Maurice de Féraudy, versionado em 1943 para o português por Alberto Louzada), Gracias a la vida (de Violeta Parra) e Tatuagem (de Chico Buarque).

                                       Ouça o LP completo no link ao lado: Falso Brilhante

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Em 07 de Janeiro de 1976,

Bixo da Seda é um grupo porto-alegrense formado em 1967 com o nome Liverpool (devido aos covers que então faziam dos Beatles), que tornar-se-ia uma das maiores lendas do rock hard e progressivo brasileiro nos anos 70

Em setembro de 1974 o grupo adotaria o nome de Bixo da Seda em referência ao papel de seda utilizado para enrolar um baseado e que inspiraria o refrão de um de seus maiores sucesos, homônimo do grupo (bixo, dá a seda, me deixa enrolar...).

Nessa época o Bixo tinha em sua formação Zé Vicente Brizola (filho de Leonel Brizola),  Mimi Lessa, considerado um dos melhores guitarristas do país, Marcos  Lessa (baixo), seu primo Edinho Espíndola (bateria), Cláudio Vera-Cruz nos teclados e Fughetti Luz, no vocais.

Pouco depois de chegarem ao Rio de Janeiro em 1973, Zé Vicente Brizola e Cláudio Vera-Cruz sairiam do grupo, sendo este último substituído pelo ex-Bolha Renato Ladeira.

É com essa formação que nesse dia de janeiro de 1976 o grupo, recém contratado pela gravadora Coninental, entraria no Rio de Janeiro no Estúdio Level para a gravação de seu 1o. LP, homônimo, mas, conhecido como Estação Elétrica.

O disco, lançado em abril de 1976, mesmo sem refletir totalmente o trabalho que o grupo apresentava ao vivo, seria um dos maiores ícones do rock brasileiro dos anos 70.

                                    Ouça o LP completo no  link ao lado: Estação Elétrica

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Em 09 de Janeiro de 1976, 

Fábio Júnior (Fabio Corrêa Ayrosa Galvão) é um  cantor paulistano (do Brooklyn), nascido na manhã de 21/11/1953, de pai taxista e mãe professora de piano.

A partir de 1974, com o psêudonimo Mark Davis, Fábio se tornaria um dos mais importantes integrantes do  Hits Brasil segmento em que a partir de 1971, muitos cantores e grupos brasileiros passariam a gravar em inglês, com pseudônimos, a pedido de suas gravadoras, para lançamento principalmente nas trilhas sonoras das novelas. 

Mark-Fabio na época fazia backing-vocal no grupo Uncle Jack, que acompanhava  Pete Dunaway(Otávio Augusto Fernandes Cardoso), músico paulista, cantor, compositor e produtor da gravadora Som Livre.

Em 1974 Mark-Fábio emplacaria um enorme sucesso com Don't  let me cry, uma balada romântica lançada em compacto. Por conta deste sucesso, (43o. lugar das paradas) o cantor acaba gravando nesse mesmo ano o seu 1o. (e único) LP em inglês, como Mark Davis.

Mas, Fábio queria ser conhecido com seu próprio nome e, principalmente, cantar em português. 

A partir de agosto de 1975 ele consegue autorização da gravadora para passar a usar o nome artístico Fábio Júnior (O "Júnior" era para não haver confusão com o ator Flávio Galvão).

Neste mesmo mês o produtor Caion Gadia reuniu Fábio e o também cantor e compositor Silvio Brito na apresentação do programa Hallellujah (ou Aleluia)na Rede Tupi de Televisão.

Hallelujah, apresentado aos domingos a partir das 19 hrs (logo antes de Os Trapalhões), duraria 9 meses, de agosto de 1975 a maio de 1976.

O programa, mesmo de curta duração e de uma audiência relativamente pequena, acabaria projetando seu nome em português, permitindo-lhe realizar um projeto há muito acalentado:

 Fábio, contratado pela Philips (selo Polydor), fincou o pé e conseguiu finalmente iniciar nesse dia, 09  de Janeiro de 1976,  as gravações de seu 1o. LP creditado a Fábio Junior.

No repertório, diversas parcerias (nas letras) com Paulo Coelho (parceiro de Raul Seixas), bastante swing e flertes com a soul music, e também uma releitura de “A Noite do Meu Bem”, clássico de Dolores Duran. 

Mas o álbum, lançado em maio de 1976, não aconteceu, vendendo pouquíssimo, mesmo com Fabio já contratado na época (como ator) pela Rede Globo, e com um clipe no Fantástico. É  um disco que ele hoje afirma preferir esquecer.

O sucesso só chegaria em 1978, com a música Pai, lançada no seriado Ciranda Cirandinha e incluída na trilha sonora da novela Pai Herói, ambos da Rede Globo de Televisão.

                             Ouça o LP completo no link ao lado: Fábio Júnior

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