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1976.3

Guilherme Arantes 1o. LP

Casa das Máquinas 3o. (e último) LP - Casa de Rock

Tarancón 1o. LP - Gracias a la vida

 

Em 01 de Junho de 1976, 

Guilherme Arantes, músico paulistano que saíra do grupo grupo Moto Perpétuo em agosto do ano anterior (1975), vinha de um estrondoso sucesso com a música Meu mundo e nada mais (composta por ele aos 16 anos, em 1969), quando da inclusão desta (em fevereiro de 1976) na trilha sonora da novela Anjo Mau, da Rede Globo.

Tal sucesso abriu-lhe as portas para nesse dia entrar no Estúdio Level (Rio de Janeiro), onde iniciaria as gravações de seu 1o. LP, que trás apenas seu nome.

A Som Livre (gravadora da Rede Globo) lançaria o disco em novembro de 1976.

O álbum, ao misturar influências do rock progressivo (que Guilherme trazia do Moto Perpétuo) com o pop de Elton John (que anos mais tarde Guilherme confessaria ser seu grande ídolo) torna-se um marco da MPB dos anos 70, catapultando sua carreira e tornando-o rapidamente um astro em todo o país, com constantes aparições nos mais populares e importantes programas de TV e tendo o LP inteiro tocado em todas as emissoras de rádio.

                                                  Ouça o LP completo no link ao lado:  Guilherme Arantes

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Em 02 de Junho de 1976, 

 Casa das Máquinas é um dos maiores ícones do rock brazuca dos anos 70 e de todos os tempos. 

Em março do ano anterior, 1975, Netinho (ex-Incríveis), baterista e um dos fundadores do grupo, volta de uma viagem pela Europa, e no mesmo dia de sua chegada a São Paulo vai ao Clube Juventus, onde assiste a um show da banda Mountry, conhecendo assim seu vocalista, Simbas (Nivaldo Alves Horas), com o qual fica encantado, por sua voz e performance de palco.

Em agosto de 1975, apenas 2 meses após o lançamento de Lar de Maravilhas, seu 2o. LP,  o grupo passa por uma reviravolta em sua formação, com a saída do guitarrista/vocalista José Aroldo Binda e do baixista e 2o. vocalista, Carlos Geraldo Carge, ambos, junto com Netinho, Pique e Pisca, fundadores do grupo em 1973.

Em 17 de setembro de 1975, Simbas, a convite de Netinho, faz o 1o. show assumindo os vocais da banda

Impactante, carismático, uma das melhores vozes que surgiriam no rock brasileiro (muitos viriam a chamá-lo de Robert Plant brasileiro), com uma presença  de palco andrógina e provocativa (algo ao estilo de Ney Matogrosso nos Secos & Molhados), Simbas viria a ser um dos responsáveis pelo estouro nacional da banda.

É nesse dia, 02 de Junho de 1976,  que o grupo entra no Estúdio Level no Rio de Janeiro, tendo o americano crazy Don Lewis, ex técnico de som do Pink Floyd, comandando a mesa de mixagem, para a gravação de Casa de Rock, o 3o. (e último) LP oficial da banda

Todas as datas presentes neste post nos foram passadas diretamente por Simbas e Netinho; a Musicastória agradece muito a ambos, assim como a José Aroldo Binda, por toda a contribuição que nos prestaram.

Em 16 de Setembro de 2015, por ocasião dos ensaios do show que o Casa das Máquinas faria no Sesc Belenzinho, em São Paulo, foi gravado um video onde Simbas conta de forma hilariante como foi a gravação de Casa de Rock. (assista ao vídeo clicando AQUI).

O disco seria gravado, então, com a seguinte formação: Simbas (vocal principal), Pisca (guitarra, baixo, violão 12 cordas, mini Moog e vocais), Marinho Testoni (teclados), Netinho (produção, bateria, percussão, moog drums e vocal em Certo sim, Seu Errado) e Marinho Thomas, irmão de Netinho (bateria, percussão e 2o. vocal).

Menção especial deve ser feita a Catalau, na época um adolescente, compositor de algumas das melhores músicas do disco, que no futuro tornar-se-ia o vocalista do grupo Golpe de Estado, um dos maiores ícones do rock brasileiro dos anos 80/90.

Lançado em novembro de 1976 pela Som Livre (gravadora da Rede Globo), o LP estouraria em todo o Brasil em fevereiro de 1977, impusionado pelo clipe da faixa título, Casa de Rock, lançado no programa Fantástico, da TV Globo. (assista ao clipe clicando AQUI).

Além desse, o disco traria outros clássicos do grupo, como as baladas Certo sim, Seu Errado, Lei do sonho de um vagabundo e Mania de ser, além da progressiva Dr. Medo e os rocks Jogue tudo prá cabeça, Stress e Londres.

O Casa das Máquinas a partir daí correria todo o Brasil tocando nas casas de shows mais importantes do país, mas,  infelizmente, Casa de Rock acabaria por ser seu último disco oficial, pois em 17 de setembro de 1977 um terrível incidente, uma briga envolvendo Simbas e seu irmão (menor de idade na época), resultaria na morte de um cinegrafista da TV Record (veja mais abaixo notícia a respeito na Folha de São Paulo de 20/09/1977). 

Segundo o inquérito policial, no sábado, 17 de Setembro de 1977, momentos antes de uma apresentação em um programa da  TV Record (SP), na garagem da emissora, o carro de Simbas, vocalista do grupo, e um ônibus da Record bateram. 

Achando que o acidente fora proposital, Simbas, seu irmão de 17 anos e 2 outros membros do grupo, passaram a  agredir Lucínio de Faria, um câmera da emissora, de 35 anos. 

Depois de ser espancado no pátio, o franzino Lucínio foi arrastado para um banheiro da emissora, onde continuou o massacre. Ameaçado de ser demitido se contasse a história a alguém,  Lucínio foi embora, mas, 24 horas depois acabou falecendo, vítima de rompimento do fígado e duas costelas fraturadas.

Em março de 1983, Simbas, por homicídio culposo, foi condenado a um ano de prisão, mas beneficiado com sursis por ser primário. 

Achando que o acidente fora proposital, Simbas, seu irmão de 17 anos e 2 outros membros do grupo, passaram a  agredir Lucínio de Faria, um câmera da emissora, de 35 anos. 
Depois de ser espancado no pátio, o franzino Lucínio foi arrastado para um banheiro da emissora, onde continuou o massacre. 
Ameaçado de ser demitido se contasse a história a alguém,  Lucínio foi embora, mas,
24 horas depois acabou falecendo, vítima de rompimento do fígado e duas costelas fraturadas.
Em março de 1983,                                    Simbas, por homicídio culposo, foi condenado a um ano de prisão, mas beneficiado com sursis por ser primário.

Abalado pelo incidente, e com o absoluto domínio na época da disco' music no Brasil e em todo o mundo, em 1978 o grupo acabaria.

                                

                               

                                 

 

                                   


                                 Ouça o LP completo clicando no link ao lado: Casa de Rock

                                                                                                                                

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Em 05  de Junho de 1976,

Tarancón é um grupo paulista que iniciou carreira em  1972, com proposta de mesclar a música brasileira com a latino-americana, dos Andes ao Caribe, e ainda com influências africanas; inventando assim sua sonoridade e fazendo seu próprio caminho.

Tendo já em 1976 um grande público, em maio desse ano o grupo começou a vender fitas cassete gravadas com um de seus shows, realizado na PUC do Rio de Janeiro, que trás uma boa amostra de seu repertório diferenciado.

Já no dia 05 de junho de 76, o grupo finalmente entra nos estúdios da gravadora Copacabana para gravar, com produção independente, seu 1o. LP, Gracias a la vida, que trás grandes clássicos (como a própria faixa-título) da música latino-americana.

O selo Crazy, pequena gravadora de Diadema (SP), lançou o LP no início de agosto de 1976.

O Tarancón, com algumas mudanças em sua formação, segue em plena atividade em 2017, com shows por todo o país e América Latina.

                                        Ouça o LP completo no link ao lado: Gracias a la vida

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